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Osteoporose

A osteoporose é uma doença incapacitante irreversível que aumenta o risco de fratura óssea devido à falta de massa óssea. Afeta muito mais mulheres do que homens. A osteoporose pode ou não ser precedida pela osteopenia, a perda rotineira de osso mineralizado que ocorre em todos os indivíduos. Na osteoporose, perde-se tanto mineral ósseo que os ossos se tornam frágeis e quebradiços. A coluna pode ficar deformada, perdendo-se altura, e isso pode acompanhada com dor no osso. Embora existem várias causas para a osteoporose, como hiperparatiroidismo, hipercortisolismo, hipergonadismo e abuso ou mau uso de medicamentos, diferencia dois tipos independentes de osteoporose, a osteoporose pós-menopáusica e a osteoporose senil.

A osteoporose pós-menopáusica é descrita como uma ”osteopenia dependente do estrógeno com fraturas resultantes superimpostas sobrea osteoporose relacionada a idade”, enquanto que a osteoporose senil é uma “perda óssea excessiva relacionada à idade, com fraturas, em idosos de ambos os gêneros”. Os mesmos fatores levam à perda óssea tanto na osteoporose pós-menopáusica quanto na senil: baixos níveis de estrógeno, que acompanham a menopausa, baixo aporte dietético de cálcio e falta de carga mecânica (estresse muscular) sobre o osso que acompanha um estilo de vida sedentária.

As mulheres são mais afetadas pela osteoporose do que os homens por vários motivos. As mulheres geralmente consomem menos cálcio em suas dietas porque é mais provável que elas evitem os produtos lácteos, por receio de engordar. Muitas mulheres são adeptas crônicas de dietas; dessa forma, consomem alimento insuficiente para assegurar um aporte de cálcio adequado. As mulheres têm menos massa óssea, porem vivem mais. Elas também podem depletar um pouco de cálcio do corpo durante a gravidez e a lactação. A perda óssea continua a ocorrer com o aumento da idade. Dessa forma, muitos fatores convergem para predispor as mulheres a perder mais tecido ósseo do que os homens.

Embora exista um conjunto significativo de trabalhos sobre os efeitos dos suplementos e dos exercícios de sustentação de peso na manutenção de alguns parâmetros do osso, como o conteúdo mineral ósseo, o efeito dos suplementos

e exercícios nos adultos que já têm osteoporose desenvolvida não são conhecidos. Mais especificamente, ainda não se sabe se o aumento de exercício de sustentação de peso pode acrescentar ou recuperar massa óssea perdida ao esqueleto de um adulto.

Exercício: Espera-se que o exercício tenha uma influência benéfica na manutenção óssea, pois o repouso no leito, a imobilização e o desuso dos músculos são desastrosos para mineralização óssea. Indivíduos de um estudo perderam 1% de osso por semana seguindo um mês de repouso no leito e recuperaram isso somente a uma taxa de 1% ao mês. As evidencias dos voos espaciais, tanto para astronautas quanto para animais experimentais, mostraram que uma perda óssea grave, devido à falta de estresse mecânico (isto é, gravidade) no osso, ocorreu durante todos os voos. Estudos do repouso no leito, patrocinados pela NASA, mostraram que a perda de cálcio e mineral ósseo é constante durante todo o período de imobilidade. Mesmo quando a mobilidade é reiniciada, a recuperação dos componentes ósseos é muito mais lenta do que a velocidade de perda óssea. Na verdade, o exercício pode ser criticamente importante no aumento da formação óssea, pois o efeito da carga de sustentação do peso é essencial para formação óssea, enquanto que os suplementos de cálcio e tratamentos com estrógeno servem apenas para diminuir a velocidade da reabsorção óssea. Tanto a contração muscular quanto a gravidade exercem forças nos ossos que influenciam a estrutura e a integridade do osso. Quando o osso é estressado, ele converte energia mecânica em energia elétrica, um processo que ativa as células de formação óssea na área de estresse e aumenta os níveis de cálcio.

Fonte: Spirduso WW. Dimensões Físicas do Envelhecimento. Manole,2005.