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Bebês e Gravidez - Ponto de Vista Gestante e atividade física

O conhecimento do estado de saúde da gestante é muito importante para que um programa de exercícios seja iniciado. Por exemplo, existem alguns casos em que a atividade física pode ter uma contraindicação absoluta, como para as portadoras de diabetes tipo I, em casos de históricos de dois ou mais abortos espontâneos, gravidez múltipla, tabagismo e ingestão excessiva de álcool. As contraindicações relativas incluem a anemia, histórico de trabalho de parto prematuro, obesidade, diabetes tipo II e condicionamento físico muito abaixo do recomendável (antes da gravidez - sedentarismo). No caso de gestantes saudáveis, há estudos que apoiam a atividade física (leve a moderada), entretanto algumas precauções devem ser tomadas, entre elas: a obtenção de autorização médica e conhecimento das alterações potencialmente perigosas que podem surgir durante o exercício.

Principais diferenças metabólicas e cardiovasculares entre mulher grávida e a não grávida:

Débito cardíaco maior em repouso e durante o exercício submáximo nos dois primeiros trimestres. No terceiro trimestre, o débito cardíaco apresenta valores mais baixos e há aumento da possibilidade de hipotensão;

Captação de O2 discretamente maior em repouso e durante o exercício submáximo;

Consumo de O2 no exercício, com suporte de peso, acentuadamente aumentado;

Frequência cardíaca maior no repouso e no exercício submáximo;

Volume sanguíneo aumentado de 40 a 50%.

Principais efeitos agudos do exercício na gestante:

Redução do fluxo sanguíneo para o útero (o sangue é desviado para os músculos ativos), podendo levar à hipóxia fetal (insuficiência de oxigênio). Tal redução está diretamente relacionada à intensidade e duração do exercício;

Hipertermia fetal, a qual consiste em elevação acentuada da temperatura interna da gestante, que geralmente ocorre em exercícios aeróbicos prolongados, ou atividades físicas sob condições de estresse e calor 1;

Redução da disponibilidade de carboidratos para o feto, pois o metabolismo materno passa a utilizar maior quantidade deste substrato, contudo esta afirmação ainda necessita de maior comprovação;

Possibilidade de abortamento durante o primeiro trimestre;

Risco de indução ao trabalho prematuro de parto.

Recomendações quanto à prática de atividades físicas para gestantes sem fatores de risco adicionais:

Evitar permanecer muito tempo em pé (imóvel), devido à possibilidade de dores nas costas advindas do esforço excessivo nas fáscias musculares;

Qualquer exercício com risco de trauma na região abdominal deve ser evitado;

Mulheres que se exercitam durante a gravidez devem ter atenção especial com a dieta;

Evitar exercícios vigorosos, pois o débito cardíaco remanescente, neste caso, será preferivelmente distribuído longe dos leitos esplâncnicos (incluindo o útero);

Durante exercícios aeróbios, deve-se observar os sintomas maternos para adequar a intensidade da atividade;

Interromper o exercício quando estiverem fadigadas e, principalmente, não se exercitarem até exaustão;

A prática de exercício deve ser regular (mínimo recomendado: 3x por semana) e a intensidade, de leve a moderada (preferivelmente intermitente);

Exercícios sem suporte do peso corporal são mais indicados (ciclismo, natação, hidroginástica), devido ao menor impacto e reduzido risco de lesão;

Intervalos de repouso durante as atividades podem ser úteis para evitar a hipóxia fetal ou estresse térmico sobre o feto;

Evitar exercícios na posição supinada, devido ao comprometimento do débito cardíaco;

Manter a hidratação para evitar o aumento acentuado da temperatura corporal. (aumentos normais de temperatura induzidos pelos exercícios acarretam pouco risco ao feto) 10;

Atividades físicas ao final da gestação podem ampliar a resposta hipoglicemica maternal normal, aumentando a captação da glicose por parte do músculo esquelético materno. Em condições extremas, esta resposta poderia afetar negativamente o feto;

Evitar exercícios em ambientes quentes e/ou úmidos;

É importante usar roupas e calçados adequados;

As alterações morfológicas devem ser observadas com a finalidade de adequar os exercícios, evitando prejuízos para o bem-estar materno e fetal;

Apesar da frequência cardíaca e do VO2 servirem como parâmetro de intensidade, há indícios de que a percepção subjetiva do esforço seja mais eficiente;

Deve-se prevenir o ganho excessivo de peso;

Incluir no treinamento exercícios para os músculos da pelve, abdome e diafragma, pois estas musculaturas fortalecidas podem facilitar o trabalho de parto vaginal 7.

Modificações Gravídicas:

A gravidez traz algumas mudanças indesejáveis ao organismo da mulher, que acabam atingindo, de certa forma, seu estado de humor. Além de ficarem mais

pesadas, com a coordenação debilitada e menos ágeis que o normal, a auto-estima fica mais baixa. Neste sentido, a atividade física pode ajudar na formação de uma imagem corporal positiva, com o objetivo de proporcionar melhoras na auto-estima e na qualidade de vida, principalmente para as mulheres que já faziam parte de um programa de exercícios.

Modificações básicas durante a gestação:

Aumento uterino em até 1000 vezes (seu peso pode chegar a 6kg);

Com o crescimento uterino, há relaxamento dos ligamentos intercostais e a ascensão do diafragma, levando à expansão da caixa torácica;

Hiper-relaxamento ligamentar;

Instabilidade das articulações dos joelhos e dos tornozelos;

Maior mobilidade da coluna e do quadril;

Projeção do corpo à frente, com a distensão dos músculos abdominais devido ao aumento do volume uterino;

Diminuição do comprimento do passo;

Para manter o equilíbrio, a gestante aumenta a base de sustentação através do afastando dos pés. Esta posição acentua a lordose lombar, a qual é compensada pelo aumento na cifose torácica acompanhada da rotação dos ombros e projeção da cabeça à frente.

Conclusão:

O número de mulheres grávidas que participam de atividades físicas tem aumentado a cada ano, com isso fica cada vez mais importante estabelecer orientações básicas e prudentes acerca do exercício durante a gestação. A falta de literatura sobre o impacto do exercício no feto tem preocupado médicos e profissionais de Educação Física, principalmente no tocante ao comprometimento do suprimento sanguíneo placentário.

Não podemos desconsiderar que a atividade física regular pode representar um papel importante na manutenção da capacidade funcional, do peso corporal e do bem-estar geral da gestante.

A atividade física de intensidade leve a moderada é considerada segura e eficiente para grávidas saudáveis, todavia há inúmeras recomendações quanto à sua prática. Mulheres fisicamente ativas durante a gravidez têm mais facilidade de aprimorar sua condição física após o parto. É bem verdade que, existem vários relatos de atletas que foram campeãs logo após o nascimento dos seus filhos. Outro fator interessante é a crescente comprovação de que os exercícios podem ajudar no trabalho de parto e, se todos os cuidados necessários forem tomados, a gestante poderá desfrutar de todos os benefícios do exercício.

Fonte: <http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_frame.asp?cod_noticia=1286>