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Gravidez Parte II – Recomendações

            Em 1985, o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (CAOG) publicou recomendações para exercícios e gravidez, embora eles não tenham diferenciado o treinamento aeróbio do resistido. Estas recomendações foram revisadas em 1994. O CAOG atualmente recomenda uma prescrição individual de exercícios e enfatizar que suas recomendações não são baseadas em experimentos prospectivos ou clínicos randonizados, mas em vez disso representem extrapolações da literatura existente. Eles observaram que não havia dados disponíveis para humanos para indicar que as mulheres grávidas deveriam limitar a intensidade de seus exercícios devido aos potenciais efeitos adversos. As recomendações correntes são propostas para mulheres grávidas sem fatores de risco adicionais para resultados maternos ou perinatais adversos.

Recomendações da CAOG para Gravidez e Pós Parto (1994)

  1. Durante a gravidez, as mulheres podem continuar a se exercitar e tirar benefícios de saúde de rotinas de exercícios de intensidade suave à moderada. Exercícios regulares (pelo menos três vezes por semana) são preferíveis a atividades intermitentes.

  2. As mulheres deveriam evitar exercícios na posição supina após o primeiro trimestre. Tal posição está associada ao débito cardíaco diminuído na maioria das mulheres grávidas; porque o débito cardíaco remanescente será preferencialmente distribuído para fora dos leitos esplâncnicos (incluindo o útero) durante o exercício vigoroso, é melhor se evitar tais regimes de exercícios durante a gravides. Períodos prolongados em posicionamento estático devem também ser evitados.

  3. As mulheres devem ser alertadas sobre a disponibilidade diminuída de oxigênio para exercícios aeróbio durante a gravidez. Elas devem ser encorajadas a modificar a intensidade de seus exercícios de acordo com os sintomas maternos. Mulheres grávidas deveriam parar de se exercitar quando em fadiga e não se exercitam à exaustão. Exercícios com o peso corporal podem, sob algumas circunstancias, ser contínuos ao longo da gravidez com intensidades similares aqueles anteriores à gravidez. Exercícios que não utilizem como resistência o próprio peso corporal, tais continuidade dos exercícios durante a gravidez.

  4. Alterações morfológicas na gravidez deveriam servir como uma contra indicação relativa a determinados tipos de exercícios nos quais a perda de equilíbrio poderia ser prejudicial ao bem estar da mãe ou do feto, especialmente no terceiro trimestre. Além disso, qualquer tipo de exercício envolvendo o potencial para um trauma abdominal mesmo que suave deveria ser evitado.

  5. A gravidez requer um consumo adicional de 300 kcal/dia visando manter a homeostase metabólica. Assim, mulheres que se exercitam durante a gravidez deveriam estar particularmente atentas para se assegurarem que estão sob uma dieta adequada.

  6. Mulheres grávidas que se exercitam no primeiro trimestre de gravidez deveriam aumentar a dissipação de calor assegurando uma hidratação adequada, vestimenta apropriada, e um ambiente ótimo ao redor durante o exercício.

  7. Muitas das alterações fisiológicas e morfológicas da gravidez persistem de 4-6 semanas após o parto. Assim, as rotinas de exercícios pré gravidez devem ser retomadas gradualmente baseadas na capacidade física da mulher.

Fonte: Fonte: GRAVES JE, FRANKLIN BA. Treinamento Resistido na Saúde e Reabilitação. Revinter; 2006, 142-143