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Treinamento de Força para Crianças – parte II

 

Alguns custos podem inviabilizar o treinamento de força em crianças tais como: equipamento, espaço e manutenção, custos nutricionais, médicos e psicológicos. A quantidade de exercícios para se atingir os objetivos consome tempo e envolve custos para gerar resultados. O treinamento deve ser supervisionado com a adaptação dos equipamentos e controle da intensidade, duração e volume. O supervisor deve estar atento ao nível de motivação e capacidade de atenção seletiva da criança.

O prazer pela prática, a alegria e descontração devem ser valorizados nessa atividade. Um treinamento adequado pode proporcionar o aumento da força muscular, por meio de um maior recrutamento de unidades motoras, da ativação neuromuscular e da melhoria na coordenação motora; melhoria nos testes motores de aptidão física e performance; melhoria no desempenho esportivo e diminuição na ocorrência de lesões; aumento da força isométrica máxima em meninas entre nove e dez anos e meninos entre onze e treze anos (a força aumenta naturalmente e pode ser maximizada com o aumento da estatura em ambos os sexos); manutenção da aptidão física relacionada à saúde; redução do estresse emocional e do tempo de recuperação de lesões, auxiliando na prevenção de doenças musculoesqueléticas de longa duração; aumento da autoestima, imagem e consciência corporal; melhora nas medidas de composição corporal; diminuição da pressão sanguínea em hipertensos; melhora nos níveis de lipídios no sangue e diminuição da quantidade de gordura corporal; aumento na densidade óssea; aumento do tempo de fadiga muscular e, consequentemente, diminuição da exaustão e lesões.

A demanda colocada sobre o músculo determina a quantidade de tecido muscular que é ativado para realizar o movimento e, assim, adapta-se ao treinamento. Se uma unidade motora for ativada, todas as fibras musculares pertencentes a ela estarão envolvidas na contração. Quanto mais unidades motoras são estimuladas em um músculo, maior é a quantidade de força desenvolvida.

Sugere-se a utilização do sistema de séries alternadas utilizado para desenvolver resistência de força. Ele consiste na execução de um exercício para um grupo muscular seguido por outro exercício para um grupo muscular em uma parte diferente do corpo (alternância de grupo musculares). Isso permite descanso parcial no grupo muscular recém treinado.

Orientações Básicas para a Progressão dos Exercícios de Força para Crianças:

  • Idade de 5 a 7 anos:

  • Inicie a criança nos exercícios básicos com pouco ou nenhum peso; — Desenvolva o conceito de uma sessão de treinamento;

  • Ensine as técnicas do exercício;

  • Progrida de exercícios calistênicos com o peso do corpo, exercícios com parceiros e exercícios com cargas leves;

  • Mantenha o volume baixo.

 

  • Idade de 8 a 10 anos:

  • Aumente gradualmente o número de exercícios;

  • Pratique a técnica de exercício para todos os levantamentos;

  • Inicie incremento gradual progressivo e carga dos exercícios;

  • Mantenha os exercícios simples;

  • Aumente o volume lentamente;

  • Cuidadosamente, monitore a tolerância ao estresse do exercício.

 

  • Idade de 14 a 15 anos:

  • Progrida para programas de exercícios de força mais avançados;

  • Inclua componentes específicos do esporte se assim desejar;

  • Enfatize as técnicas do exercício;

  • Aumente o volume.

 

  • Idade de 16 anos em diante:

  • Defina o nível inicial de programas para adultos, depois que toda a experiência anterior tenha sido adquirida (FLECK; KRAEMER, 1999).

Fonte: Oliveira AR, Lopes AG, Risso S. Elaboração de Programas de Treinamento de Força para Crianças. Semina: Ciências Biológicas e da Saúde, Londrina, 2003. 24: 85-96.